Manutenção
Pneus Tesla Model 3: troca aos 95.000 km com Hankook
Aos 95.000 km, os pneus do meu Tesla Model 3 Long Range precisavam de ser substituídos pela segunda vez. A escolha voltou a recair nos Hankook, e aqui explico porquê, quanto custou a troca completa e o que aprendi sobre o ciclo de vida dos pneus num elétrico de uso intensivo.
Da Michelin para a Hankook: o que mudou
O carro chegou de origem com os Michelin Pilot Sport 4, trocados por volta dos 49.000 km. Na altura estavam bastante gastos por dentro, com falta de borracha visível. Passou então para os Hankook, e agora aos 95.000 km foi tempo de repetir a operação.
O estado antes da troca era assimétrico: os pneus da frente estavam nos indicadores de desgaste, os de trás ainda tinham algum rasto. A oficina perguntou se queria trocar só os dois da frente; optei pelos quatro. Com o inverno por aí e uma viagem em família planeada, não fazia sentido adiar.
Hankook outra vez: o balanço dos primeiros 46.000 km
Comparando com os Michelin, o desgaste foi ligeiramente mais uniforme, com a ressalva de que também fui mais cuidadoso com a rotação e de que foi feita uma pequena correção na geometria das rodas na altura da instalação. Ainda assim, o desgaste por dentro persiste, como é habitual neste modelo.
Em piso molhado nunca tive qualquer problema. Com os Michelin havia uma sensação de menor confiança nesses momentos. A esponja acústica manteve-se intacta e o estado da borracha na troca era melhor do que o dos Michelin quando os retirei. Em quilometragem total, ambas as marcas ficaram sensivelmente no mesmo patamar.
O fator que inclina claramente a balança é o preço. Os Hankook custaram 760 euros, já com montagem, alinhamento e uma pequena afinação numa das rodas da frente. Os Michelin Pilot Sport andavam pelos 856 euros, cerca de 100 euros de diferença por jogo, sem perda percetível em segurança ou durabilidade no meu perfil de condução.
O veredicto
Para quem faz uso intensivo do Model 3 e procura uma boa relação qualidade-preço, os Hankook justificam-se. Não os escolho por serem os melhores pneus do mercado, mas porque funcionam bem no dia a dia, aguentam bem em piso molhado e custam menos. Quando uma coisa funciona, não há grande razão para mudar.
No vídeo acima mostro o estado real dos pneus antes da troca, os dados de desgaste ao longo dos 46.000 km e dou algumas sugestões práticas sobre pressão, rotação e quando antecipar a troca no inverno. Vê acima se estás a ponderar a próxima substituição.
Criador do canal @AndreSantos-PT, focado em mobilidade elétrica em Portugal.