Manutenção
Pneus do Tesla Model 3: quando e como trocar
Com quase 49 000 km no odómetro, os Michelin Pilot Sport 4 que equipavam de origem o meu Model 3 Long Range de 2022 chegaram ao fim. O desgaste era visível a olho nu, sobretudo na face interior dos pneus dianteiros, um problema clássico em elétricos, onde o peso da bateria e a resposta imediata do motor trabalham contra a borracha mais do que num carro a combustão.
Por que os elétricos desgastam mais os pneus
Os EVs são pesados e têm binário instantâneo. Esta combinação acelera o desgaste, especialmente na banda interior. Rodei os pneus traseiros para a frente aos 15 000 km, o que ajudou a equilibrar o desgaste, mas não chega para dispensar inspeções regulares. A geometria também conta: uma pequena correção no alinhamento dianteiro pode prolongar a vida dos pneus seguintes.
A alternativa aos Michelin
Optei pelos Hankook Ventus Ion S, cerca de 40 euros mais baratos por unidade. O índice de velocidade é W em vez de Y, mas para uso quotidiano e viagens longas em Portugal isso não tem impacto prático. Os valores de aderência em piso molhado ficam a par ou ligeiramente acima dos Michelin, e o perfil lateral é um toque mais largo na zona da jante, o que ajuda a proteger o aro em aproximações a passeios.
O veredicto
Aos 49 000 km, a troca era inevitável. Daqui para a frente, o plano é rodar traseiros para a frente a cada 15 000 km e verificar o estado com mais regularidade, porque trocar quatro pneus de uma vez representa uma despesa considerável. Se tens um Model 3 ou Model Y, presta atenção à face interior dos pneus: é aí que o desgaste aparece primeiro e onde menos se nota até estar avançado.
No vídeo mostro as imagens do desgaste real, o teste acústico comparativo entre os dois pneus e os dados do alinhamento antes e depois da correção. Vê acima.
Criador do canal @AndreSantos-PT, focado em mobilidade elétrica em Portugal.