Ensaios
Tesla Model Y Juniper: primeiras impressões do test drive
Aproveitei uma visita ao Service Center do Porto para fazer um test drive rápido ao Model Y Juniper Long Range AWD, a versão que a Tesla renovou com mudanças visuais, novos materiais e algumas funcionalidades inéditas. Não foi uma sessão longa, mas chegou para tirar algumas conclusões práticas.
O que mudou de facto
O exterior é imediatamente reconhecível para quem já conhece o Juniper: barra de luz à frente e atrás, difusor traseiro mais pronunciado e câmara frontal integrada, útil para estacionar e possivelmente para o Autopilot. Nada de revolucionário por fora, mas o conjunto tem mais presença.
Por dentro é onde as diferenças se sentem mais. Os materiais são notoriamente mais suaves do que na geração anterior, o tablier tem um revestimento tipo tecido e os acabamentos da porta também melhoraram. O teto tem um novo revestimento que reduz a entrada de calor. O ecrã traseiro está presente nesta versão e a consola central é mais funda do que a do Model 3 atual, com mais espaço de arrumação. O volante tem piscas físicos, ausentes no meu Model 3, e o porta-luvas magnético é um detalhe pequeno mas bem conseguido.
Nos bancos traseiros, a postura é mais natural do que no Model 3: a posição das pernas é mais confortável para viagens longas. Os bancos traseiros são perfurados, mas a ventilação não estava disponível nesta unidade. Pode chegar por atualização de software, ou simplesmente não existir nesta configuração.
Na estrada
A condução faz jus ao Long Range AWD: aceleração pode ser bastante alegre com os dois motores a trabalhar em harmonia, insonorização claramente acima do Model 3 e absorção de irregularidades eficiente para um SUV. O carro balança mais nas lombas do que o Model 3, inevitável dado o centro de gravidade mais alto, mas a qualidade de amortecimento está um nível acima do esperado, comparado com o meu model 3 de 2022.
O consumo médio registado desde novo era de 188 Wh/km com jantes de 20 polegadas, num carro de testes com quase 5.000 km. Para o perfil do carro, não é mau resultado.
Uma nota menos positiva: o campo de visão pelo espelho retrovisor interior pareceu-me mais limitado do que estou habituado no Model 3. Questão de habituação, mas vale registar.
A minha posição
Para quem vem de um Model Y da geração anterior, a evolução nos materiais e no acabamento justifica a atenção. Para quem está a comparar com o Model 3, as diferenças são as esperadas: mais espaço, posição de condução mais elevada, melhor conforto para passageiros traseiros, com o custo habitual em consumo e agilidade.
Não foi o test drive ao detalhe que eu gostaria de fazer, mas ficou uma impressão positiva. No vídeo acima mostro tudo o que não cabe aqui: a bagageira passo a passo, o comportamento em piso degradado, a aceleração em contexto real e os números de consumo da sessão.
Criador do canal @AndreSantos-PT, focado em mobilidade elétrica em Portugal.