Tesla FSD vai memorizar intervenções e hábitos do condutor
O Full Self-Driving da Tesla vai começar a aprender com cada condutor de forma individual. Elon Musk confirmou que o sistema deixará de ser uma solução de frota genérica para se tornar personalizado, com redes neurais próprias por veículo.
Atualmente, todos os Tesla com FSD ativo funcionam de forma praticamente igual na estrada. O que Musk descreve é uma mudança de fundo: o carro vai memorizar as tuas intervenções específicas e adaptar o comportamento às tuas preferências, não às da média dos condutores.
O que o sistema vai aprender
O estacionamento é o caso mais óbvio. Se preferes entrar de marcha-atrás, se gostas de ficar mais perto do lancil ou se deixas sempre mais espaço da tua parte, o sistema vai registar esse padrão. O mesmo se aplica às faixas HOV: uns condutores usam-nas sempre que podem, outros evitam-nas por hábito. A ideia é que o FSD siga o teu critério, não uma regra universal.
Musk mencionou também que a versão V15 deverá trazer um salto de dez vezes nos parâmetros do modelo face à versão atual. A Tesla refere que o estacionamento é a causa mais comum de desativação do FSD, o que torna essa personalização uma prioridade clara.
Não foi dado qualquer calendário para estas funcionalidades. O anúncio é uma direção, não uma data de lançamento.
O que isto significa para Portugal
Portugal ainda aguarda a aprovação regulatória do FSD, pelo que esta evolução é, por agora, relevante apenas para condutores nos EUA. Quando e se o FSD chegar ao mercado português, chegar com capacidade de aprendizagem individual será uma diferença significativa face ao que existe hoje: um sistema que qualquer condutor português que tenha experimentado nos Estados Unidos conhece como funcional, mas ainda demasiado genérico para substituir o julgamento humano em estrada real. A personalização pode mudar essa perceção, mas só o tempo (e os dados) dirão.
Fontes