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Tesla FSD: condutor chega às 32.000 km sem uma única intervenção

Por André Santos 2 min de leitura

David Moss, proprietário de um Tesla Model 3 em Tacoma, Washington, completou esta semana mais de 20.000 milhas (32.186 km) em modo Full Self-Driving sem uma única intervenção humana. É a sequência autónoma mais longa alguma vez documentada num Tesla.

Moss tornou-se conhecido em dezembro de 2025, quando registou 10.000 milhas consecutivas sem intervenção com o FSD v14.2. Pouco depois, conduziu do Tesla Diner em Los Angeles até Myrtle Beach, na Carolina do Sul: 2.732 milhas (4.396 km) em dois dias e 20 horas sem desengajar o sistema. Foi a primeira travessia verificada de costa a costa de forma autónoma na história da Tesla, e a empresa usou a viagem como caso de estudo oficial em março de 2026.

Essa sequência terminou em janeiro, com 12.961 milhas (20.858 km), quando neve e temperaturas negativas no Wisconsin obrigaram Moss a assumir o controlo.

A nova streak foi mais ambiciosa. Em maio, percorreu 3.760 milhas (6.050 km) pelo Canadá, de Vancouver a Halifax, sem intervenções. Ashok Elluswamy, vice-presidente de IA da Tesla, felicitou-o publicamente no X. Em junho, Moss prolongou a mesma sequência até à fronteira com o México, tornando-se o primeiro condutor a atingir as 10.000 milhas no contador interno que a Tesla adicionou ao painel, com animações de confetti.

O resultado desta semana superou os 20.000 milhas numa sequência contínua, incluindo autoestradas urbanas, estradas rurais, neve e cruzamentos complexos em 30 estados americanos e várias províncias canadianas.

Moss vende equipamento de scanning LiDAR por profissão. O facto de o seu Tesla avançar apenas com câmaras, sem qualquer sensor adicional, não passou despercebido à comunidade.

O que isto significa para Portugal

A aprovação do FSD na Europa ainda está pendente, com Portugal na lista de países à espera de homologação. Estes resultados em estradas reais, com neve, autoestradas e tráfego variado, são o tipo de dados que os reguladores europeus vão analisar quando o processo avançar. Para os proprietários portugueses de Tesla, a questão não é se o FSD chega, mas quando.