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Tesla fabrica mais de 100 Cybercabs na Giga Texas mas o modelo ainda não pode circular sem supervisor

Por André Santos 2 min de leitura

Mais de 100 Cybercabs foram já avistados nos lotes de saída da Giga Texas. A Tesla começou a produção do modelo sem volante em fevereiro de 2026 e confirmou produção contínua na chamada de resultados do Q1. O carro, no entanto, não pode ser vendido ao público nem circular de forma autónoma sem um humano a supervisionar.

O Cybercab foi desenhado exclusivamente para funcionar como robotaxi. Sem volante nem pedais, não cumpre os requisitos para venda a particulares ao abrigo da regulação atual. A Tesla optou por um processo de auto-certificação em relação às normas de segurança dos EUA, o que elimina o limite de 2.500 unidades anuais aplicável a veículos com isenção regulatória e permite escalar a produção sem teto legal.

A produção avança, o software não acompanha

Elon Musk descreveu a rampa de produção como uma “curva S esticada”: lenta agora, com aceleração prevista para o final do ano. O problema não é a velocidade de fabrico, é a autonomia.

A Tesla lançou o Robotaxi em Austin em junho de 2025. Um ano depois, a frota ativa é de cerca de 50 veículos, e a parte verdadeiramente sem condutor encolheu de um pico de 25 carros para aproximadamente 14. A expansão do mapa de Austin para cobrir toda a área metropolitana não ajudou os utilizadores porque não havia veículos suficientes para servir a zona maior.

Musk admitiu na call de resultados do Q1 de 2026 que a segurança é o fator limitante da expansão e que o serviço aguarda o FSD v15, cuja chegada está agora prevista para o final de 2026 ou início de 2027. Na mesma chamada, reconheceu que o Robotaxi “provavelmente não vai gerar receita material antes de 2027”.

O que isto significa para Portugal

Cada Cybercab que sai da linha não resolve o problema central: o software. A produção de hardware está à frente da maturidade do sistema de condução. Os Cybercabs esperam pelo FSD v15 da mesma forma que os carros do Robotaxi em Austin estão limitados por questões de segurança e não por falta de veículos.

A aposta da Tesla em visão por câmaras sem radar nem lidar é uma opção técnica que ainda não provou funcionar à escala necessária. Os números do Robotaxi em Austin, um ano após o lançamento, são a evidência mais clara disso.