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Tesla e NatPower fecham acordo de 5 mil milhões de dólares para 25 GWh de Megapack na Europa

Por André Santos 2 min de leitura

A Tesla e a NatPower anunciaram um acordo para instalar 25 gigawatt-hora (GWh) de sistemas de armazenamento de energia em Itália e no Reino Unido. A primeira fase cobre cinco projetos e tem um custo de construção entre 4 e 5 mil milhões de dólares.

O negócio

A NatPower, empresa independente de energia, vai usar Megapacks da Tesla e o software de trading da empresa para gerir a compra e venda de eletricidade na rede. O objetivo é capturar as variações de preço no mercado intradiário, transformando as instalações de bateria em ativos geradores de receita.

O CEO da NatPower, Fabrizio Zago, explicou a lógica: “O que construímos com a Tesla é um ecossistema que permite alinhar capital e execução, e que pode ser reproduzido em vários mercados.”

O programa mais alargado prevê ultrapassar os 100 GWh de capacidade instalada, com receitas que poderão superar os 15 mil milhões de dólares ao longo de 20 anos, caso os planos avancem conforme o projetado.

O negócio de energia da Tesla cresceu 48% em 2025

A Tesla não é só carros. Em 2025, a divisão de energia instalou um recorde de 46,7 GWh de armazenamento, um aumento de cerca de 48% face ao ano anterior. No primeiro trimestre de 2026, as estimativas apontavam para cerca de 14,4 GWh instalados só naquele trimestre.

A empresa lançou também novos produtos para acelerar a instalação: o Megablock e o Megapack 3 são sistemas pré-integrados concebidos para reduzir o tempo de montagem em campo, precisamente o problema que o CEO da NatPower identificou.

Este acordo encaixa num padrão que a Tesla vem a construir: em 2024 tinha garantido um contrato de armazenamento de múltiplos mil milhões de dólares, reforçando que o storage de rede passou a ser o segmento de crescimento mais rápido da empresa.

O que isto significa para Portugal

Itália e o Reino Unido são os primeiros países do programa, mas o modelo foi apresentado como replicável. Portugal tem apostado fortemente em energia solar e eólica, e o armazenamento de rede é um dos principais desafios para integrar tanta produção intermitente sem desperdiçar energia ou sobrecarregar as linhas.

Se parceiros semelhantes optarem pelo modelo ibérico, ou se operadores como a Galp ou a EDP estabelecerem acordos similares com a Tesla Energy, Portugal poderia beneficiar desta infraestrutura. Por agora, o negócio mostra que a Tesla está cada vez mais presente na Europa como fornecedor de energia, não só como fabricante de automóveis.