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O primeiro Supercharger dobrável da Tesla já está na Europa

Por André Santos 2 min de leitura

A primeira Folding Unit da Tesla chegou à Europa. A empresa partilhou a fotografia de um Supercharger dobrável já instalado, sem revelar a localização exata, e confirmou que a expansão vai apontar às áreas de serviço das principais autoestradas europeias no terceiro trimestre de 2026. A julgar pela imagem, a estreia terá sido na Noruega, o mercado habitual de lançamento da Tesla na Europa.

O que é um Supercharger dobrável

A Folding Unit, apresentada em março de 2026, é uma estação V4 pré-montada em fábrica sobre uma base de betão com um sistema de dobradiças industriais. Chega ao local de camião, desdobra-se e liga-se. Até os postes de iluminação são telescópicos: comprimem para o transporte e estendem na instalação.

Os números que a Tesla apresenta explicam a aposta: mais 33% de lugares de carregamento por camião, tempo de instalação cortado para cerca de metade e custos de instalação mais de 20% abaixo de uma obra tradicional.

Cada unidade junta um armário de potência V4 a oito postos de carregamento. O V4 entrega até 500 kW por lugar nos carros de passageiros (e até 1,2 MW no Tesla Semi), com o dobro dos lugares por armário e o triplo da densidade de potência face à geração anterior. Os cabos mais compridos servem carros de outras marcas desde o primeiro dia.

A transição já é total: a Gigafactory de Nova Iorque produziu o último armário V3 em março, ao fim de mais de sete anos e 15 000 unidades.

O que isto significa para Portugal

O argumento central da Folding Unit é económico: quando instalar fica 20% mais barato e demora metade do tempo, passam a justificar-se estações em corredores com menos tráfego, que antes não compensavam. É exatamente o tipo de lacuna que existe em Portugal fora dos grandes eixos, no interior e nas ligações secundárias. Com o rollout europeu marcado para o terceiro trimestre e a rede aberta a todas as marcas com adaptador ou porta CCS, qualquer condutor de elétrico em Portugal tem motivos para acompanhar onde estas unidades vão aterrar.