Musk tempera expectativas: produção do Optimus vai ser extremamente lenta no início
Elon Musk veio a público travar o entusiasmo da comunidade Tesla em torno do Optimus. Numa resposta no X a 1 de julho, o CEO escreveu: “Não, a produção do Optimus vai ser extremamente lenta no início, porque tudo é novo. Isto não é como fabricar um carro.”
A declaração surgiu em resposta a especulação de que a Tesla tinha acelerado o desenvolvimento do Optimus V3 e poderia apresentar em breve uma demonstração com várias unidades já em produção significativa.
Uma linha nova em Fremont
A Tesla está a converter o espaço de fabrico anterior do Model S/X, na fábrica de Fremont, numa linha de produção para o Optimus. Segundo o comentário do Q1 de 2026, o início da produção limitada está previsto para o final de julho ou agosto de 2026.
O Optimus tem cerca de 10.000 peças únicas, o que torna o ritmo de produção inicial “literalmente impossível de prever” e “bastante lento”. Uma fábrica dedicada em Giga Texas está em construção com o objetivo de alcançar volumes maiores por volta do verão de 2027. No longo prazo, a Tesla aponta para capacidade anual na casa dos milhões de unidades.
Humanóide vs. automóvel
A principal diferença que Musk sublinha é estrutural: a indústria automóvel beneficia de mais de um século de cadeias de fornecimento, ferramentas e processos refinados. O Optimus exige inventar em tempo real novos métodos de automação, cadeias de fornecimento de atuadores e padrões de controlo de qualidade. As primeiras unidades deverão executar tarefas simples em fábrica antes de expandir para funções mais complexas.
O que isto significa para Portugal
A postura de Musk segue a história da Tesla de gerir expectativas em tecnologias complexas: anunciar de forma cautelosa e depois superar. O Optimus ainda não tem impacto direto no mercado português, mas define onde a empresa concentrará os seus recursos de engenharia nos próximos anos. Para quem segue a Tesla em Portugal, o dado mais concreto é a linha de Fremont a arrancar em julho ou agosto: o primeiro marco real numa tecnologia que muitos ainda encaram como promessa distante.
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