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Musk diz que o chip AI6 da Tesla vai bater recordes de eficiência

Por André Santos 2 min de leitura

Elon Musk partilhou esta semana no X o resultado de uma revisão de engenharia do AI6, o chip que vai alimentar a próxima geração de autonomia da Tesla. Segundo Musk, o AI6 “pode estabelecer um recorde de inteligência útil por wafer quando se considera o yield”, ou seja, o aproveitamento real de cada disco de silício produzido.

Onde entra o AI6

A Tesla está a desenhar o AI6 para muito mais do que os carros: o Full Self-Driving dos Robotaxis comerciais e dos veículos de clientes, os robôs humanoides Optimus e até centros de dados no espaço.

O calendário ajuda a situar as peças. O AI5, a geração anterior, já fechou o design (“taped out”) e tem produção em massa prevista para o final de 2027. Com Musk a apontar a ciclos de desenvolvimento de nove meses, a Not a Tesla App estima que o AI6 entre em produção na segunda metade de 2028.

Os saltos de desempenho anunciados são grandes: o AI5 promete cinco vezes a capacidade de cálculo de dois chips AI4 (o hardware dos Tesla atuais), e o AI6 deve duplicar o AI5. Metade dos aceleradores de cálculo do AI6 será dedicada a SRAM, memória ultrarrápida dentro do próprio processador, e a memória principal passa a LPDDR6. São respostas diretas a um problema conhecido: os modelos FSD mais recentes já esgotam a memória disponível no AI4.

No fabrico, a Samsung vai produzir o AI6 no Texas, num acordo de 16,5 mil milhões de dólares, e a Tesla juntou-se à Intel e à SpaceX no projeto TERAFAB para integrar verticalmente a produção de semicondutores.

Os carros não são a prioridade

Quem tem um Tesla não deve esperar este silício tão cedo. Musk já esclareceu que os próximos chips vão primeiro para os robôs Optimus e para os clusters que treinam as redes neuronais da Tesla, e só depois para os carros. A justificação: o AI4 atual já é considerado suficiente para conduzir com mais segurança do que um humano.

O que isto significa para Portugal

Para quem tem um Tesla em Portugal, a leitura prática está na última parte: o hardware que já está nos carros (AI4, e mesmo o HW3 com a versão Lite do FSD em desenvolvimento) continua a ser a plataforma de referência para os próximos anos. O AI6 é um sinal de para onde a Tesla quer ir, com a autonomia e os robôs no centro, mas não muda nada no carro que tens na garagem nem no que podes comprar em 2026.