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Giga Berlin vai crescer para o dobro com novo edifício e hub ferroviário para o Cybercab

Por André Santos 2 min de leitura

A Tesla anunciou esta semana um segundo aumento de 20% na produção da Giga Berlin, a partir de outubro, com a contratação de mais 1.000 trabalhadores. Mas os detalhes que circularam entretanto mostram que a expansão vai muito além de mais turnos nas linhas existentes.

O que está planeado

Uma brochura obtida diretamente na fábrica por um entusiasta Tesla revela os planos de infraestrutura que acompanham o aumento de capacidade. A lista inclui um pavilhão público junto à estação de Fangschleuse, financiamento parcial da estrada regional L 386, e uma nova ligação ferroviária ao centro de distribuição de carga de Freienbrink. Este hub ferroviário é uma peça logística importante: permite movimentar materiais e veículos sem depender do transporte rodoviário, algo relevante quando a escala de produção aumenta.

Mas o elemento central é o edifício: a Tesla planeia construir uma nova fábrica a norte da instalação existente com uma área aproximadamente dupla à atual. Uma estrutura deste tamanho não é para acomodar mais produção do Model Y.

O Cybercab como próximo produto europeu

Elon Musk disse anteriormente que o Cybercab é o “produto seguinte mais provável” para a Giga Berlin, com o robô Optimus a poder seguir depois. O robotaxi já está em produção em massa no Texas, e ter linhas dedicadas na Alemanha eliminaria a logística de importação transatlântica no momento em que os reguladores europeus derem luz verde para a operação comercial.

A Giga Berlin abriu em 2022 e já produziu 750.000 veículos. É a principal fonte de fornecimento de Tesla para a Europa, incluindo Portugal.

O que isto significa para Portugal

Os Model Y que chegam a Portugal saem maioritariamente de Berlim. A expansão da fábrica significa mais capacidade para o mercado europeu e prazos de entrega potencialmente mais curtos.

A médio prazo, a possibilidade de produzir Cybercabs na Europa torna mais real a perspetiva de um serviço de robotaxi no continente assim que a regulação o permita, sem a dependência logística de envios dos EUA.