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FSD V14 da Tesla chega à Oceânia mas o Model Y L fica temporariamente de fora

Por André Santos 2 min de leitura

O FSD (Supervised) V14 começou a chegar a veículos com Hardware 4 na Austrália e Nova Zelândia na semana passada. Foi quase um ano após a frota oceânica ter recebido a primeira versão do FSD (Supervised), que chegou então com o ramo de software V13. Mas há uma exceção.

O Model Y L fica de fora por agora

Os donos do Model Y L, a variante de três filas e seis lugares, receberam uma comunicação da Tesla a explicar que a atualização não está disponível para o seu modelo “por agora”. A mensagem oficial citava a necessidade de “refinamento adicional e dados do mundo real para este modelo antes de a ativação poder ser alargada de forma mais abrangente.”

O Model Y L tem o mesmo hardware que qualquer outro Model Y de geração atual, incluindo o computador HW4 e o mesmo pacote de câmaras e sensores. A diferença está na carroçaria: o Model Y L é 150 mm mais comprido na distância entre eixos e 179 mm mais longo no total, com suspensão própria e uma segunda fila de bancos com climatização individual. Estas diferenças físicas obrigam a uma validação de software separada, mesmo com hardware idêntico.

Onde o Model Y L já tem FSD V14

Na Coreia do Sul, o Model Y L e o FSD V14 já funcionam em conjunto. A validação que está a ser feita agora na Oceânia vai ser a primeira a combinar os dois naquele mercado, mas o facto de a Coreia ter avançado primeiro mostra que o software já foi testado nesta variante.

Quando a validação estiver concluída, o trabalho feito na Austrália e na Nova Zelândia deve acelerar o processo para outros mercados, incluindo a América do Norte, onde o Model Y L está previsto para o outono.

Os veículos HW3, entretanto, têm o seu próprio caminho: a Tesla está a desenvolver o FSD V14 Lite, uma versão otimizada para o hardware mais antigo, que deverá ser distribuída internacionalmente a esses proprietários.

O que isto significa para Portugal

A Europa ainda aguarda a aprovação regulatória do FSD (Supervised), e o processo oceânico mostra como a Tesla trata cada mercado e cada variante como uma validação independente. Isso explica em parte a lentidão da aprovação europeia: não basta o software estar disponível noutros continentes. Cada mercado tem as suas exigências de dados e regulação.

Para os donos de Model Y L que eventualmente venham a ter FSD em Portugal, o padrão atual sugere que a variante alargada poderá receber a funcionalidade com algum atraso face ao Model Y standard, exatamente pelo mesmo motivo que está a acontecer na Oceânia agora.