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FSD da Tesla na Europa: Dinamarca aprova, a UE ainda não

Por André Santos 2 min de leitura

A Dinamarca aprovou provisoriamente o Full Self-Driving (Supervised) da Tesla e torna-se no quarto país europeu a dar luz verde ao sistema em cerca de oito semanas. Junta-se à Holanda, Lituânia e Estónia, todos pela mesma via: o reconhecimento da aprovação holandesa, sem esperar pelo processo da União Europeia.

Como a Dinamarca aprovou

A autoridade dinamarquesa, a Færdselsstyrelsen, aceitou a homologação provisória emitida pela holandesa RDW a 10 de abril, mas garante ter feito a sua própria análise técnica antes de assinar. O detalhe interessante é que a Dinamarca tinha sido das mais céticas, ao lado da Suécia, Finlândia e Noruega, com reservas sobre o FSD exceder limites de velocidade e o comportamento em estradas com gelo. Aprovou na mesma. E foi clara num ponto: o sistema não torna o carro autónomo, o condutor continua totalmente responsável.

O processo europeu está travado

A via rápida é este reconhecimento mútuo, país a país. A via lenta, a aprovação válida para toda a UE, continua parada. A reunião do comité técnico (TCMV) de 30 de junho tem tempo para discussão, mas não há votação marcada. Quem acompanha o dossier aponta a primeira votação realista para outubro ou dezembro, com o reconhecimento pleno a poder escorregar para o início de 2027. E há um risco concreto: se a Comissão Europeia recusar o sistema, a aprovação holandesa cai ao fim de seis meses. O FSD Supervised deixaria de poder ser vendido na UE. Entretanto, a Bélgica e a Grécia avançam, enquanto a Irlanda, Alemanha, França, Itália e Espanha ainda analisam.

O que isto significa para Portugal

Portugal já está na lista oficial de países com aprovação pendente que a Tesla apresentou, como já tinha contado aqui, mas ainda não foi aprovado nem aparece entre os que já testam o sistema em estrada. A boa notícia é o mecanismo: como cada país que reconhece a homologação holandesa facilita o seguinte, o caminho para Portugal encurta a cada aprovação destas. Para quem pondera a subscrição, que custa 99 euros por mês (ou 49 euros para quem já comprou o Enhanced Autopilot), fica o aviso: tudo isto assenta numa homologação provisória. Se a votação europeia correr mal, o tapete pode ser puxado em seis meses. Vale a pena seguir o calendário antes de contar com o FSD a sério por cá. Já agora, o mercado também começou a olhar para a Tesla de outra forma, em parte por causa do software e da autonomia, como se viu na reavaliação da Tesla pelo JPMorgan.