FSD da Tesla gasta 5% menos energia do que condutores humanos, revela relatório de impacto 2025
O Relatório de Impacto 2025 da Tesla traz um dado concreto: o FSD (Supervisionado) consome menos energia do que um condutor humano a percorrer a mesma distância. A amostra cobre 65 milhões de milhas percorridas em 2025.
“Mostrámos que conduzir com FSD (Supervisionado) ativado usa menos energia em comparação com percorrer a mesma distância manualmente, reduzindo as emissões globais de gases de efeito de estufa”, refere o relatório. A vantagem é de cerca de 5% face ao condutor humano médio.
Onde o FSD é mais eficiente
A diferença é mais acentuada na gama dos 40 a 56 km/h, que corresponde à condução urbana e suburbana típica. O FSD otimiza a aceleração e a travagem de uma forma que os humanos raramente conseguem de forma consistente num percurso rotineiro.
O FSD v14 Lite, lançado recentemente para carros com Hardware 3, vai levar esta eficiência a uma parte maior da frota existente. O HW3 inclui modelos produzidos entre 2019 e 2022, o que representa uma fatia significativa dos Tesla em circulação em Portugal.
O que o Cybercab vai mudar
A eficiência do FSD nos carros atuais já é positiva, mas o Cybercab vai mais longe. Segundo o relatório, o robotaxi “vai reduzir as emissões de gases de efeito de estufa por milha em quase o dobro em comparação com o Model 3 e o Model Y”. Isso equivale a uma vantagem de cerca de 10% face a um condutor humano.
O Cybercab tem um consumo de 165 Wh/mi, cerca de 6,1 mi/kWh, o que o posiciona como um dos EVs mais eficientes já fabricados. O hardware FSD mais potente que equipa os Cybercabs de produção, confirmado esta semana, deve contribuir para isso ao permitir correr modelos de condução mais otimizados.
Os números do relatório têm contexto: a comparação é feita com o “condutor humano médio”, não com condutores experientes em modo de condução económica. O impacto prático para quem usa FSD no dia a dia em Portugal vai depender do perfil de condução. Mesmo assim, 5% de poupança acumulados ao longo de anos de utilização são um argumento a favor de manter o sistema ativo.
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