Bateria LFP do Model 3 envelhece melhor: 93% de capacidade após 100 mil km
Uma análise da plataforma sueca Carla, com dados de quase 10.000 EVs, compara a degradação das diferentes baterias disponíveis no Tesla Model 3 após 100.000 quilómetros. O resultado mais relevante: a bateria LFP (lítio-ferro-fosfato) da CATL, presente nos Model 3 de tração traseira fabricados em Xangai, retém em média 93,3% da capacidade original. É o melhor resultado das quatro variantes testadas.
Em segundo lugar ficaram os modelos de Xangai com células cilíndricas LG Energy Solution (Long Range e Performance), com 91,5% de capacidade. Em terceiro e quarto, os modelos fabricados na Califórnia com células Panasonic: a bateria de 77,8 kWh reteve 89,8% e a de 52,4 kWh reteve 88,2%.
Porquê o LFP envelhece melhor
O LFP tem menor densidade energética do que as químicas de níquel, o que se traduz em menor autonomia por quilograma de bateria. Em compensação, tem melhor estabilidade térmica e tolera melhor carregamentos rápidos frequentes, que são os principais fatores de degradação acelerada.
Os dados do Carla confirmam o que outros estudos já tinham apontado: o LFP perde capacidade mais devagar ao longo dos anos de uso intensivo. Um dos LFP analisados pelo Voltest mantinha 92% de saúde da bateria após 225.000 quilómetros, e outro 90% após 265.000 quilómetros.
O que isto significa para Portugal
A maioria dos Tesla Model 3 de tração traseira vendidos em Portugal nos últimos anos veio de Xangai com bateria LFP da CATL. São os modelos com menor autonomia oficial, mas os que mostram menor degradação a longo prazo.
Se estás a comprar um Model 3 usado com bateria LFP, estes dados são uma boa notícia: a degradação acumulada até 100.000 km é, em média, inferior a 7%. Para quem tem um Model 3 com bateria de níquel e faz muitos carregamentos rápidos, vale a pena moderar a frequência de DC para preservar a célula a longo prazo.
Fontes